No dia 20 de março de 2026, a Escola Brasileira de Espeleologia (eBRe/SEFE/SBE), participou do VI Seminário Águas do Carste, realizado em Sete Lagoas (MG) pelo Monumento Natural Estadual (MONA) Gruta Rei do Mato e Instituto Estadual de Florestas (IEF).
O seminário constitui um importante espaço de diálogo interdisciplinar sobre a relação entre água, carste, cavernas e conservação ambiental, reunindo pesquisadores, gestores públicos, educadores, estudantes e representantes da sociedade civil para discutir os desafios e potencialidades da gestão dos recursos hídricos em terrenos cársticos.
Nesta edição, o evento abordou temas centrais como serviços ecossistêmicos, mudanças climáticas, urbanização em áreas cársticas e boas práticas de conservação, consolidando-se como um importante fórum regional para o fortalecimento das discussões sobre o patrimônio hídrico e espeleológico.
A participação da eBRe/SEFE/SBE ocorreu como instituição apoiadora e executora de ações de educação ambiental dentro da programação oficial do seminário.
Como parte das atividades, Carla Pereira, representando a eBRe/SEFE/SBE, ministrou a palestra “Cartilhas didáticas: ferramentas essenciais para divulgação espeleológica”, apresentando os resultados da elaboração, distribuição e aplicação das cartilhas educativas da Escola, trabalho previamente apresentado no 19º Congresso Internacional de Espeleologia, em Belo Horizonte, em 2025. A palestra destacou o papel das cartilhas como instrumentos pedagógicos para aproximar crianças e adolescentes dos temas relacionados à espeleologia, geologia, hidrologia, biodiversidade subterrânea, arqueologia e paleontologia, reforçando sua relevância para processos de educação ambiental e patrimonial.

Na sequência, a equipe da eBRe/SEFE/SBE desenvolveu a atividade prática “Água que corre nas rochas: explorando o mundo das cavernas”, voltada especialmente ao público adolescente, em parceria com o Luiz Eduardo Panisset Travassos, professor do programa de Pós-Graduação em Geografia da PUC Minas e especialista na temática relacionada ao carste e as cavernas. A proposta foi estruturada em três momentos complementares:
- exibição comentada de vídeos sobre carste e dinâmica hídrica subterrânea;
- mediação interativa com maquetes, aquário didático e demonstração de processos de infiltração e circulação da água no ambiente subterrâneo;
- e uma oficina prática sobre o ciclo hidrológico.
A atividade proporcionou uma experiência participativa e concreta, permitindo aos adolescentes compreenderem a conexão entre água, rocha, cavernas e conservação ambiental.
Os resultados dessa ação demonstraram grande potencial de sensibilização e engajamento do público, especialmente ao traduzir conceitos hidrogeológicos complexos em linguagem acessível e visual. A experiência evidenciou a importância das metodologias participativas para fortalecer a compreensão pública sobre a vulnerabilidade dos sistemas cársticos e o papel das cavernas na manutenção da qualidade e disponibilidade da água subterrânea.
Esses resultados foram posteriormente sistematizados no artigo “Água que corre nas rochas: sensibilização ambiental sobre as águas e o carste em Sete Lagoas (MG)”, apresentado no IV Café Hidrogeológico, uma realização do Laboratório de Estudos Hidrogeológicos (LEHID/UFMG), Consultoria Mineral Minas Júnior (Minas Jr. – UFMG) e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) nos dias 14 e 15 de maio de 2026 no Auditório da Escola de Engenharia da UFMG, em Belo Horizonte (MG).
O evento, que teve como tema “Água, cavernas, meio ambiente e mineração em busca de um futuro sustentável”, reuniu diferentes setores acadêmicos e profissionais para discutir os principais desafios ambientais contemporâneos, ampliando o debate sobre hidrogeologia, mineração e sustentabilidade.
A participação da eBRe/SEFE/SBE no IV Café Hidrogeológico representou, assim, a consolidação científica das ações desenvolvidas no Seminário Águas do Carste, transformando a experiência prática de educação ambiental em produção técnico-científica e ampliando seu alcance para a comunidade acadêmica e profissional.

As atividades reafirmam o compromisso da eBRe/SEFE/SBE com a formação espeleológica, a educação ambiental e a democratização do conhecimento científico, fortalecendo pontes entre ciência, escola, gestão ambiental e sociedade civil.
