Icaro Assis¹², Carla Pereira², Mariana Barbosa Timo², Luiz Eduardo Panisset Travassos³
¹ Laboratório de Estudos Hidrogeológicos (LEHID), Instituto de Geociências (IGC), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Belo Horizonte, MG, Brasil.
² Escola Brasileira de Espeleologia (eBRe), Belo Horizonte, MG, Brasil.
³ Programa de Pós-Graduação em Geografia, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Belo Horizonte, MG, Brasil. Autor correspondente: Icaro Assis. E-mail: icaroassis@ufmg.br
Este artigo apresenta e discute a ação de educação e sensibilização ambiental “Água que Corre nas Rochas: Explorando o Mundo das Cavernas”, desenvolvida pela Escola Brasileira de Espeleologia (eBRe), em parceria com o Laboratório de Estudos Hidrogeológicos da Universidade Federal de Minas Gerais (LEHID/UFMG), durante o IV Café Hidrogeológico – 2026, realizado em conjunto com o VI Seminário Águas no Carste, no Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas (MG).
A iniciativa teve como objetivo promover a compreensão de conceitos relacionados ao carste, à formação de cavernas, à dinâmica das águas subterrâneas, aos aquíferos e à conservação ambiental por meio de estratégias didáticas acessíveis e interativas voltadas a estudantes, professores, universitários, visitantes e comunidade em geral. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como um relato de experiência, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, fundamentado nos roteiros da atividade e na literatura sobre educação ambiental, ensino das Geociências e formação espeleológica.
A ação foi estruturada em três momentos integrados: exibição comentada de vídeos educativos; mediação interativa com maquetes, aquário didático e apresentação de pesquisas desenvolvidas na região; e oficina prática sobre o ciclo da água e a circulação hídrica em ambientes cársticos.
Os resultados evidenciam que a utilização de recursos visuais, metodologias participativas e mediação dialógica favoreceu a compreensão de processos hidrogeológicos pouco perceptíveis no cotidiano, fortalecendo a aproximação entre universidade, escolas, órgãos de gestão ambiental e sociedade, além de contribuir para a valorização do patrimônio espeleológico e da conservação dos recursos hídricos.
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