A Escola Brasileira de Espeleologia (eBRe) marcou presença no 15º Simpósio Nacional de Geomorfologia (SINAGEO) no dia 07 de agosto de 2025, em Natal (RN), com a realização do minicurso “Despertar Espeleológico: Introdução ao Estudo das Cavernas”, uma ação voltada à divulgação científica e à valorização do patrimônio espeleológico brasileiro.
A atividade, elaborada e conduzida por Carla Pereira e Ian Irsigler, teve como principal objetivo estimular o senso de pertencimento e a valorização das cavernas como ambientes de relevância científica, ecológica e cultural.


O minicurso apresentou uma introdução abrangente à Espeleologia ao longo de 3 horas, abordando desde conceitos fundamentais até as boas práticas de conduta em ambientes cavernícolas. Entre os temas trabalhados, estiveram:
- A história e evolução da Espeleologia no Brasil e no mundo;
- Aspectos físicos, biológicos e ecológicos das cavernas;
- Relações culturais e simbólicas do ser humano com as cavernas;
- Ética, segurança e preservação em ambientes subterrâneos;
- Técnicas básicas de exploração e mapeamento de cavidades.

A metodologia adotada combinou módulos teóricos e práticos, com dinâmicas participativas, recursos audiovisuais e atividades interativas, proporcionando uma experiência de aprendizado acessível e envolvente.
O público foi composto por 26 participantes, majoritariamente composto por estudantes de graduação em Geografia e áreas correlatas, muitos deles tendo o primeiro contato com a temática espeleológica.
Segundo os organizadores, a atividade contribuiu significativamente para aprofundar o debate sobre geomorfologia cárstica dentro do evento, integrando perspectivas da Geociência, Biologia, Arqueologia e Educação Ambiental.
Ao final do minicurso, os participantes receberam o livreto “Cavernantes Mirins: Manual Espeleológico para Grandes Aventuras”, produzido pela eBRe como material de apoio e incentivo ao aprofundamento no tema.

A participação da eBRe no SINAGEO reforça o compromisso da equipe com a popularização da Espeleologia, a formação de novos pesquisadores e a preservação do patrimônio subterrâneo.
A ação consolidou-se como um espaço de troca de experiências, estímulo ao pensamento crítico e valorização das cavernas como importantes testemunhos da história natural e humana.

