
Entre os dias 06 e 08 de junho de 2025, foi realizado, em Brasília (DF), na sede do Espeleo Grupo de Brasília (EGB), o Curso de Formação de Espeleólogo Nível I – N1 EGB, com carga horária total de 24 horas. A atividade foi organizada pelo EGB e teve como responsável Juliana Amaral Bortone (EGB e Sociedade Brasileira de Espeleologia – SBE).
O curso contou com a participação de 10 alunos e teve como objetivo proporcionar formação teórica e prática em espeleologia, abordando tanto os fundamentos técnicos de exploração e segurança quanto aspectos científicos e patrimoniais relacionados ao ambiente cavernícola.
O conteúdo programático contemplou temas como a história da Espeleologia e sua interdisciplinaridade, ética e mínimo impacto em cavernas, ocorrências de cavernas no Brasil e no mundo, além das principais organizações espeleológicas nacionais e internacionais. Foram abordados fundamentos de Carstologia, geomorfologia cárstica e processos espeleogenéticos, bem como introdução à biologia subterrânea, incluindo classificação da fauna hipógea, hidrologia, habitats e a fragilidade dos ecossistemas cavernícolas.
Também integraram a programação módulos sobre técnicas de exploração, com noções de cartografia e orientação, prospecção espeleológica, progressão horizontal e inclinada, técnicas verticais e espeleomergulho (em caráter introdutório), além de práticas de mínimo impacto e preparação alimentar. Na área de segurança, foram tratados temas como uso de EPIs, prevenção de acidentes, agentes patológicos, análise meteorológica, leitura de mapas e procedimentos em caso de emergência.
O curso incluiu ainda conteúdos sobre patrimônio espeleológico e legislação brasileira, diretrizes para uso turístico de cavernas, introdução à arqueologia e paleontologia em ambientes cavernícolas, e noções de topografia, documentação, espeleometria e sistematização de dados.
A metodologia foi estruturada em módulos teóricos e prática de campo, com aulas interativas, uso de recursos audiovisuais, dinâmicas em grupo e materiais didáticos ilustrativos. As atividades transcorreram conforme o planejado, sem intercorrências, com participação ativa dos alunos e atuação segura, precisa e didática da coordenação.
O curso habilita o participante a realizar progressão em cavidades que não exijam técnicas verticais ou de espeleomergulho, permitindo sua integração em equipes de trabalhos espeleológicos e atuação como monitor em cursos introdutórios e de formação Nível I, sob supervisão de instrutores Nível II. Ao final, os alunos demonstraram bom desempenho, retenção dos conteúdos e domínio das técnicas propostas, sendo considerados aprovados como Espeleólogos N1 eBRe.


