Entre os dias 22 de abril e 2 de maio de 2026, a Escola Brasileira de Espeleologia (eBRe/SEFE/SBE), em parceria com o Espeleogrupo Peter Lund (EPL), realizou a 13ª edição do Curso de Formação de Espeleólogo Nível I, capacitando 29 participantes de diferentes perfis profissionais e acadêmicos em uma formação introdutória voltada à exploração segura e responsável de cavernas.
Instrutores Responsáveis: Mariana Barbosa Timo (Patrimônio e Legislação e Noções de topografia, documentação e sistematização de dados), Carla Cristina Alves Pereira (Introdução à Arqueologia e Técnicas de Exploração), Vanessa Veloso Barbosa (O Carste e os Processos Espeleogenéticos e Noções de topografia, documentação e sistematização de dados)
Outros instrutores e monitores: Luiz Afonso de Vaz Figueiredo (Espeleologia e História), Fernanda Quaglio (Introdução à Paleontologia), Juliana Bortone (Segurança e Socorro), Dayana Torres (Introdução à Biologia Subterrânea)
Com carga horária de 32 horas, distribuídas entre 20 horas de aulas remotas e 12 horas de atividades práticas em campo, o curso proporcionou aos alunos uma sólida formação nos fundamentos da espeleologia, preparando-os para a realização de progressões em cavidades naturais sem o emprego de técnicas verticais e para a atuação em equipes espeleológicas.
Conteúdo programático abordado: Ementa integral do curso normatizado pela eBRe/SEFE/SBE, apenas com pequenas adaptações na carga horária para viabilizar o aumento do tempo em campo, sem prejuízo dos conteúdos previstos. As ementas Noções de Topografia, Documentação e Sistematização de Dados e de Técnicas de Exploração foram ministradas presencialmente pelas instrutoras responsáveis, acima descritas.
A programação teórica abordou temas como história da espeleologia, arqueologia, paleontologia, carstologia, espeleogênese, patrimônio espeleológico, legislação ambiental, segurança, socorro e biologia subterrânea. A diversidade de conteúdos evidenciou o caráter interdisciplinar da espeleologia e reforçou a importância das cavernas como patrimônio natural, científico, histórico e cultural.
As atividades presenciais foram realizadas no Parque Estadual da Lapa Grande Paulino Ribeiro, em Montes Claros (MG). No primeiro dia, os participantes receberam instruções sobre topografia, documentação e técnicas de exploração, aplicando os conhecimentos durante visita à Lapa D’Água. No dia seguinte, as práticas ocorreram na Lapa Grande, onde os alunos utilizaram mapas espeleológicos para desenvolver habilidades de orientação, leitura cartográfica e reconhecimento das feições subterrânea
Um dos destaques desta edição foi a participação de monitores do Parque Estadual da Lapa Grande e de integrantes do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (BEMAD), do Corpo de Bombeiros Militar. A presença desses profissionais fortaleceu a integração entre a Escola Brasileira de Espeleologia, os gestores das unidades de conservação e os órgãos de resposta a emergências, ampliando a qualificação técnica para atuação em ambientes subterrâneos e consolidando importantes parcerias institucionais.
A avaliação dos participantes demonstrou elevado grau de satisfação. Foram amplamente elogiados a qualidade dos instrutores, a organização do curso, a didática adotada, a integração entre teoria e prática e a oportunidade de realizar atividades em um dos mais importantes complexos espeleológicos de Minas Gerais.
Entre as sugestões para futuras edições, destacaram-se a ampliação da carga horária prática, a oferta de módulos específicos em áreas como topografia e bioespeleologia, maior antecedência na disponibilização do material didático, mais tempo para revisão antes da avaliação teórica e a realização de cursos continuados e expedições em outras regiões de relevante interesse espeleológico.
Os resultados obtidos nesta 13ª edição evidenciam o compromisso da Escola Brasileira de Espeleologia com a formação técnica de qualidade, a difusão do conhecimento científico e a promoção de práticas responsáveis voltadas à conservação do patrimônio espeleológico brasileiro. O elevado interesse dos participantes em dar continuidade à formação, especialmente por meio do futuro Curso de Formação de Espeleólogo Nível II, demonstra o sucesso da iniciativa e reforça a importância da educação continuada para o fortalecimento da espeleologia no país.



